{Tratamentos}

Depressão











Embora as emoções geralmente enriqueçam nossas vidas, emoção em excesso pode ser perturbadora. A depressão inclui não apenas humor triste, mas também inúmeros sintomas cognitivos, comportamentais, físicos e emocionais. Quando esses sintomas são severos, crônicos ou ocorrem repetidamente interferem nos relacionamentos pessoais ou na vida profissional dos pacientes.


A depressão normalmente possui os seguintes sintomas:



  •   Variação no apetite;
  •  Distúrbio de sono;
  •  Dificuldade de concentração e problema de memória;
  •  Irritabilidade;
  •  Perda do interesse sexual;
  •  Perda de interesse nas atividades das quais gostava antes;
  •  Isolamento social e afastamento dos outros;
  •  Sentimentos de desesperança em relação ao futuro e pensamentos pessimistas;
  •  Pensamentos negativos e autodepreciativos;
  •  Sentimento de culpa;

A terapia cognitiva é apropriada para o tratamento da depressão, pois promove a reavaliação das crenças disfuncionais e dos pensamentos negativos responsáveis pela queda do humor e mudanças comportamentais.


 

Ansiedade

A ansiedade é umas das emoções mais perturbadoras que o paciente pode sentir, é uma ameaça. E como a maioria das ameaças quanto mais o paciente se deixar amedrontar mais forte ela se torna. Os sintomas físicos da ansiedade preparam o paciente para responder ao perigo ou à ameaça ao qual ele espera. Sentir-se ansioso aumenta a chance de se ter pensamentos que provocam ansiedade. Pensamentos ansiosos podem aumentar os sentimentos ansiosos, dessa forma um circulo vicioso pode ter início. Os pensamentos ansiosos são voltados ao futuro, incluem imagens de perigo e frequentemente iniciam-se por “E se...” e terminam com um resultado desastroso.


A palavra ansiedade descreve inúmeros problemas incluindo as fobias, ataques de pânico, transtorno do estresse pós-traumático, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno da ansiedade generalizada.


A Terapia Cognitiva é usada para o tratamento de transtornos de ansiedade por meio da reestruturação cognitiva que envolve tanto a avaliação das estimativas do perigo para o paciente quanto a melhora da capacidade de perceber as possibilidades de como lidar com esse perigo, ou seja, a diminuição da percepção do perigo aumenta a confiança na capacidade de lidar com ameaças.



Transtorno de Pânico

 

 

 

 



A característica essencial do transtorno do pânico é a ocorrência do ataque de pânico, que pode ser definido como um período de intenso medo e desconforto, com início repentino, associado a no mínimo quatro sintomas, que incluem: falta de ar, palpitações, tontura, tremores, sensação de sufocamento, náusea, desrealização e dor no peito. O paciente com transtorno de pânico experimenta ataques de pânico recorrentes, dentre os quais, pelo menos alguns surgem inesperadamente.


O paciente com transtorno do pânico possui uma tendência resistente a interpretar certas sensações físicas de modo catastrófico, essa má interpretação catastrófica envolve a percepção dessas sensações como muito mais perigosas do que realmente são e indicativas de um desastre.
Para o transtorno de pânico a reestruturação cognitiva adotada pela Terapia Cognitiva é a característica principal para uma terapia de sucesso. O terapeuta age no sentido de ajudar o paciente a identificar seus medos catastróficos relativos a sensações físicas ou mentais especificas, e, a partir daí, o incentivará a fazer experimentos que o ajudarão a aprender e acreditar em explicações não-catastroficas alternativas para essas sensações.



Fobia



A fobia é um medo excessivo e persistente de uma situação específica, por exemplo, multidões, lugares fechados, pequenos animais, situações que de fato não trazem perigo real as pessoas. O medo não pode ser explicado pela argumentação lógica, ou seja, a pessoa com fobia não se acalma com a palavra tranquilizadora de um familiar ou amigo. O indivíduo fóbico não tem nenhum controle voluntário do seu medo e evita a situação ou objeto temido. A ansiedade é experimentada quando as pessoas com fobia entram em contato com a situação ou objeto temido, ou somente o imaginam.


A fobia social esta vinculada a exposição diante de pessoas, como: falar na aula, diante de um juiz, na rádio, assinar o nome no banco, receber uma homenagem, etc.


Com relação à fobia específica, ela ocorre quando uma pessoa tem um medo exagerado a um objeto em particular, como cães, gatos, pássaros, borboleta, etc. Neste caso, existe um objeto que causa uma ansiedade fóbica tamanha na pessoa que ela passa a evitar tal objeto. Outros transtornos fóbicos específicos podem ser em relação a avião, elevador, cinema, supermercado, praças, campo de futebol, igrejas, etc.


A Terapia Cognitiva é recomendada para o tratamento de fobias, pois enfatiza a reavaliação das crenças relacionadas aos objetos e/ou situações fóbicas e a exposição progressiva aos mesmos.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

 



O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) pode ser desenvolvido após o paciente ter sofrido uma perda ou passado por uma situação extremamente estressante. Pacientes que passaram por tais situações evocam uma resposta de medo intenso, desamparo ou horror. Os sintomas podem incluir transtornos do sono, irritabilidade, dificuldade para concentrar-se, ansiedade, ficar facilmente assustado, lembranças do evento ao longo do dia, pesadelos sobre o evento ou restrição afetiva.


Sentimentos de sofrimento são reações naturais ao trauma, permitir que as lembranças entrem a mente e pensar sobre elas fazem parte da ação de processar os eventos traumáticos e se trata de uma parte crucial da recuperação.  A Terapia Cognitiva é válida para o tratamento do paciente que tenha sofrido algum trauma e conta com técnicas tais como reestruturação cognitiva, relaxamento muscular progressivo, respiração controlada, superação a evitação.